Fabiano Gullane diz que co-produções ampliam mercado para o cinema brasileiro
O setor do audiovisual brasileiro vive uma fase de maturidade, fruto da política adotada para o setor pela Secretaria do Audiovisual, pelo Ministério da Cultura e pela Presidência da República, que colocaram o cinema brasileiro de volta ao mercado internacional. A opinião é do produtor Fabiano Gullane, da Gullane Filmes, empresa que dirige na companhia do irmão, Caio. “As produções nacionais tiveram um ganho muito grande de qualidade, refletido por diretores, roteiristas, atores e atrizes de excelente nível. Nos últimos 15 anos, adquirimos uma segurança muito grande sobre todo o processo de produção”, revelou Fabiano ao site Cinema do Brasil.
Na opinião do produtor, a nova fase que se inicia refere-se a uma inserção brasileira ainda mais forte no mercado exterior, por meio de co-produções. Sua empresa começou a investir nessa área e já apresenta dois bons produtos, os filmes Terra Vermelha e Plastic City (nome internacional, mas que brevemente será substituído para o lançamento no Brasil), exibidos no Festival de Veneza e que já despertaram o interesse de distribuidores de outros países. “Há três anos miramos o mercado internacional para novos negócios”, afirma Fabiano. Entre os filmes exportados produzidos por sua empresa, ele destaca Carandiru, de Hector Babenco, O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hambúrguer, Chega de saudade, de Laís Bodanzky, e Encarnação do Demônio, de José Mojica Marins.
No caso de Terra Vermelha, feito em co-produção com a Itália, 80% dos custos de produção foram desembolsados pela produtora italiana e 20% pelo Brasil. Mas com Plastic City, a equação se inverteu: 60% dos custos foram bancados pelo Brasil e os 40% restantes pelo Japão e China. Ao contrário da Itália, o Brasil não possui acordos de co-produção com os dois países orientais. “Os dois filmes são 100% brasileiros, foram filmados no país e com elenco quase que totalmente nacional”, destaca o produtor.
Terra Vermelha, do diretor italiano Marco Bechis, estreou com sucesso na Itália em setembro e começará sua carreira no Brasil no dia 28 de novembro. O filme já foi vendido para 12 países, incluindo Alemanha, França e Estados Unidos). Plastic City , do diretor chinês Yu Likwai, filmado em São Paulo, foi vendido para a França e Estados Unidos por meio da empresa americana Celluloid Dreams.
Fabiano Gullane faz questão de associar a boa fase internacional do cinema brasileiro à atuação do programa Cinema do Brasil. “A perspectiva e a visibilidade do cinema brasileiro no mundo mudaram depois da implantação do Cinema do Brasil”, reconhece. “O número de produtores que viajavam para levar nossos filmes para fora era muito menor. Hoje, a representação brasileira é muito mais forte em festivais e eventos internacionais importantes.”
Fabiano destaca a inserção de anúncios em revistas internacionais especializadas, instalação de estandes para a recepção de compradores e encontros com diretores e produtores brasileiros, assessoria de imprensa e contatos políticos.
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Na opinião do produtor, a nova fase que se inicia refere-se a uma inserção brasileira ainda mais forte no mercado exterior, por meio de co-produções. Sua empresa começou a investir nessa área e já apresenta dois bons produtos, os filmes Terra Vermelha e Plastic City (nome internacional, mas que brevemente será substituído para o lançamento no Brasil), exibidos no Festival de Veneza e que já despertaram o interesse de distribuidores de outros países. “Há três anos miramos o mercado internacional para novos negócios”, afirma Fabiano. Entre os filmes exportados produzidos por sua empresa, ele destaca Carandiru, de Hector Babenco, O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hambúrguer, Chega de saudade, de Laís Bodanzky, e Encarnação do Demônio, de José Mojica Marins.
No caso de Terra Vermelha, feito em co-produção com a Itália, 80% dos custos de produção foram desembolsados pela produtora italiana e 20% pelo Brasil. Mas com Plastic City, a equação se inverteu: 60% dos custos foram bancados pelo Brasil e os 40% restantes pelo Japão e China. Ao contrário da Itália, o Brasil não possui acordos de co-produção com os dois países orientais. “Os dois filmes são 100% brasileiros, foram filmados no país e com elenco quase que totalmente nacional”, destaca o produtor.
Terra Vermelha, do diretor italiano Marco Bechis, estreou com sucesso na Itália em setembro e começará sua carreira no Brasil no dia 28 de novembro. O filme já foi vendido para 12 países, incluindo Alemanha, França e Estados Unidos). Plastic City , do diretor chinês Yu Likwai, filmado em São Paulo, foi vendido para a França e Estados Unidos por meio da empresa americana Celluloid Dreams.
Fabiano Gullane faz questão de associar a boa fase internacional do cinema brasileiro à atuação do programa Cinema do Brasil. “A perspectiva e a visibilidade do cinema brasileiro no mundo mudaram depois da implantação do Cinema do Brasil”, reconhece. “O número de produtores que viajavam para levar nossos filmes para fora era muito menor. Hoje, a representação brasileira é muito mais forte em festivais e eventos internacionais importantes.”
Fabiano destaca a inserção de anúncios em revistas internacionais especializadas, instalação de estandes para a recepção de compradores e encontros com diretores e produtores brasileiros, assessoria de imprensa e contatos políticos.